Perguntas e respostas: Conselhos sobre design para artigos menores

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Jornais menores, com orçamentos e equipes limitados, enfrentam desafios únicos de produção, design e edição todos os dias. Recentemente, fui entrevistado por um aluno de mestrado sobre os desafios e oportunidades de design enfrentados por jornais menores. A seguir estão perguntas e respostas adaptadas dessa troca, e várias outras conversas com as equipes de pequenos jornais.

P: O que os jornais menores podem fazer para tirar o melhor proveito de seu layout e design, considerando os recursos limitados que muitos enfrentam?

PARA: Uma das minhas primeiras recomendações é criar pelo menos um guia de estilo de design simples que todos possam seguir. Em alguns jornais, isso existe na forma de um modelo de computador, mas acho que vale a pena colocar todos os estilos por escrito, esclarecer seu uso e mostrar exemplos de layouts de sucesso no papel. Isso elimina suposições sobre o prazo e redireciona a atenção para o processo criativo. O esforço vale a pena especialmente para novos funcionários que ingressam no jornal.

P: Quais são algumas das técnicas de ponta que os jornais menores estão usando para melhorar o layout e o design? Quais são alguns que eles devem ou não devem usar? ”

PARA: É claro que os leitores são atraídos visualmente por fotografias, ilustrações e gráficos, embora as próprias manchetes também forneçam muito tráfego na página. Muitas vezes esquecemos que o tipo é um elemento visual poderoso. A caixa de resumo ou visão geral bem posicionada ajudará o leitor a compreender rapidamente os aspectos importantes de uma história. No entanto, usar muitos desses elementos pode causar caos visual e prejudicar o conteúdo das fotos e histórias das notícias.

P: Há alguma tendência surgindo no redesenho de um pequeno jornal que você gostaria de apontar? ”

PARA: Existem boas e más tendências. Uma tendência potencialmente ruim que tenho visto (principalmente em jornais de pequeno e médio porte) é o uso excessivo de fotos em silhueta e elementos promocionais excessivamente dramáticos na área da placa de identificação. Freqüentemente, os designers criam esses dispositivos em protótipos, sem se preocupar com a forma como eles irão funcionar diariamente. Para uma equipe pequena, esses “fogos de artifício” visuais podem esgotar o tempo de produção e não vale a pena.

Eu vi equipes de jornais em que uma mudança inteira no departamento de arte irá para a criação de pequenos ícones promocionais elegantes para a área da placa de identificação, enquanto infográficos verdadeiramente informativos são desfeitos porque a equipe não tem tempo suficiente. (Uma nota final sobre a arte promocional: eu prefiro muito mais usar uma ou duas fotos pequenas e quadradas como arte de demonstração, mesmo algo retirado de arquivos, em vez de ícones desenhados à mão livre ou no Illustrator, que tendem a parecer muito cartoonistas e ocupam muito tempo da equipe.)


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–Toda ou parte desta coluna foi publicada originalmente no boletim informativo da IFRA